Sociedade Brasileira de Pediatria pede o cancelamento de animação brasileira voltada para adultos

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Atualmente em período de produção e sem data de estreia, Super Drags é a 1ª animação brasileira a entrar no catálogo da Netflix, e a 2ª, junto com o anime Devilman Crybaby, a ser voltada para o público adulto.

Nem foi lançado ainda e Super Drags já é motivo para debate, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), órgão que “vê com preocupação o anúncio de estreia de um desenho animado cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”, conforme noticiado pelo canal G1 (link abaixo).

A Netflix naturalmente defende a produção, argumentando que “oferece uma grande variedade de conteúdos para todos os gostos e preferências” e ressaltou que “‘Super Drags’ é uma série de animação para uma audiência adulta e não estará disponível na plataforma infantil.” As produções animadas originais da Netflix não costumam ser dedicadas ao público infantil. Das 22 produções originais no catálogo da plataforma, duas são de classificação livre (“Glitter Force” e “Glitter Force Doki Doki”), uma para acima de 18 anos (“Devilman Crybaby”) e as outras têm indicação para 12, 14 ou 16 anos.

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A série animada é da autoria de Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, e produzida pela Combo Estúdio no Rio de Janeiro. Procurado pelo G1 para falar sobre a nota da SBP, o estúdio informou que “tanto o estúdio como os criadores só poderão se manifestar oficialmente, sem o consentimento da Netflix, após o lançamento da série”. Leia a reportagem completa aqui!

“De dia, eles trabalham numa loja de departamento e têm que aguentar o chefe escroto. De noite, eles ‘aquendam a neca’ e se transformam nas Super Drags, prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio. Prepare-se, essas Super Drags vão longe demais.”, conforme descrito na sinopse da Netflix. A seguir o teaser da animação: